O Espaço que Educa: O Ambiente como Terceiro Educador

PEDAGÓGICO

Alessandra Pereira Pedroso é Diretora Administrativa e Pedagógica desde 2023 da Ateliê Baobá Escola de Educação Infantil Ltda. Possui experiência na área da Educação há 17 anos. É Mestre em Educação (Unisinos – 2022), Especialista em Educação Socioambiental (FEEVALE – 2009) e Graduada em Pedagogia (Unisinos – 2006). Atuou como Assessora Técnica do Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo (CME/SL de 2011 a 2024).

7/18/202612 min read

A busca pelo aprimoramento constante no cuidado, nas relações e no aprendizado é o motor que impulsiona a Escola Ateliê Baobá. Esse compromisso nos convoca a um exercício constante de estudo e reflexão, envolvendo direção e docentes na análise das dimensões que compõem o cotidiano escolar.

Este artigo apresenta as premissas de um estudo fundamental iniciado em nossa escola: o conceito do ambiente como o terceiro educador. Compreender que a organização dos espaços e a vivência da rotina são pilares da nossa identidade docente é o que nos permite edificar, coletivamente, a Pedagogia Ateliê Baobá baseada nos princípios[2] da alimentação saudável e funcional[3], nas artes[4], no brincar livre[5] e no desemparedamento[6].

1. O Conceito: Mais que um Cenário, um Agente Ativo

O ambiente — que compreende a sala, o quintal, o refeitório e todos os recantos da escola — não é um pano de fundo passivo, mas um agente ativo no processo educativo. Sua organização, luz, materiais e layout possuem uma intencionalidade pedagógica que atua de forma tão relevante quanto a intervenção das professoras e as interações entre os colegas.

Inspirado nas abordagens de Loris Malaguzzi[7] e Maria Montessori[8], o espaço é planejado para ser um "convite" à investigação, fomentando a autonomia e a curiosidade natural da criança. Sobre essa flexibilidade necessária, Lella Gandini[9] (2016, p. 335) define que:

Para agir como um educador para a criança, o ambiente precisa ser flexível: ele precisa passar por uma modificação frequente de parte pelas crianças e pelos professores para se manter atualizado e responsivo às suas necessidades de serem protagonistas na construção do próprio conhecimentos. Todas as coisas que o rodeiam e que são usadas pelas pessoas na escola – os objetos, os materiais e as estruturas – são vistas não como elementos passivos, e sim como elementos que condicionam e que são condicionados pelas ações das crianças e dos adultos que estão ativos neles.

Complementando essa visão, Loris Malaguzzi (1984) apud (GANDINI, 2016, p. 335) destaca o poder relacional do espaço:

Valorizamos o espaço devido ao seu poder de organizar e promover relações prazerosas entre pessoas de diferentes idades, criar um ambiente belo, realizar mudanças, promover escolhas e atividades e pelo seu potencial de iniciar todos os tipos de aprendizagem social, afetiva e cognitiva. Tudo isso contribui para a sensação de bem-estar e de segurança das crianças. Também pensamos como foi dito que o espaço tem de ser um tipo de aquário que reflete as ideias, os valores, as atividades e as culturas das pessoas que vivem dentro dele.

O ambiente sendo o conjunto de fatores físicos, químicos, biológicos, culturais e sociais (seres vivos, ar, água, solo, costumes e hábitos da sociedade) que cercam e afetam a vida de organismos e seres humanos, permite a sua existência. Assim, a educação é profundamente afetada por ele, por ações positivas ou não. O ambiente exerce uma influência profunda e direta na nossa (crianças e adultos) forma de agir, pensar e sentir. Essa relação é estudada pela psicologia ambiental[10] que mostra como o espaço físico (organização, iluminação) e o social (relações, cultura) moldam o comportamento humano. Por isso a importância de cuidar dos espaços.

2. A Tríade dos Educadores: Quem Ensina?

Educar e propor desafios que impulsionem o desenvolvimento infantil é o propósito central da nossa escola. Para isso, é preciso compreender quem são os agentes desse processo:

· Os Primeiros Educadores (A Família): Os pais/responsáveis, que confiam seus filhos à escola, trazendo o alicerce da vida familiar para o coletivo.

· Os Segundos Educadores (Os Profissionais da Educação): Professores e auxiliares que, através do olhar atento e da escuta sensível, mediam experiências ricas no cotidiano escolar.

· O Terceiro Educador (O Ambiente): O espaço físico que educa por meio da organização, ação e da exploração.

Essa perspectiva resgata a escola como um lugar de vida pulsante. Como pontua Madalena Freire Weffort (2007, p. 15):

Quando se tira da criança a possibilidade de conhecer este ou aquele aspecto da realidade, na verdade está alienando-a da sua capacidade de construir seu conhecimento. Porque o ato de conhecer é tão vital como comer e dormir, e eu não posso comer ou dormir por alguém. A escola em geral tem esta prática, a de que o conhecimento pode ser doado, impedindo que a criança e, também, os professores o construam. Só assim a busca do conhecimento não é a preparação para nada, e sim VIDA, aqui e agora. E é esta vida que precisa ser resgatada pela escola. Muito temos que caminhar para isso, mas é no hoje que vamos viabilizando esse sonho de amanhã.

A Tríade dos Educadores não se constitui como uma divisão de tarefas, mas como um ecossistema vivo e interdependente. Quando a segurança do ambiente familiar, a mediação intencional dos profissionais e a provocação estética do espaço físico convergem, a escola deixa de ser um mero depósito de informações para se tornar um território de experiências significativas.

Para que a educação de qualidade deixe de ser um "sonho do amanhã" e se torne a realidade do "hoje", é fundamental compreender que:

  • A Criança é Protagonista: O conhecimento não é um objeto a ser entregue, mas uma conquista a ser vivida. Como destaca Madalena Freire (2007), o ato de conhecer é uma necessidade vital; portanto, o papel da tríade é garantir que esse "apetite" pelo saber nunca seja cerceado.

  • A Escuta como Elo: A conexão entre família, escola e ambiente só se fortalece através de uma escuta sensível, que valida as particularidades de cada criança e transforma o currículo em algo pulsante.

  • A Estética do Aprender: O ambiente, como terceiro educador, deve refletir o respeito e a dignidade que devotamos à infância, convidando ao risco criativo e à autonomia.

Educar, portanto, é sustentar o equilíbrio entre esses três pilares, garantindo que o chão da escola seja fértil o suficiente para que a criança não apenas se prepare para o futuro, mas habite plenamente o seu presente.

Ao alinhar o olhar dos pais, o saber dos educadores e a potência do espaço, reafirmamos o compromisso de oferecer uma educação que não aliena, mas liberta. É neste encontro de forças que a vida se faz presente, e o conhecimento se torna, enfim, humano, ético e transformador.

3. Fundamentos da Organização dos Espaços

Para que o espaço físico transcenda sua função de receptáculo e assuma o papel de Terceiro Educador, sua organização deve ser regida por uma ética de respeito à infância e uma estética de descoberta. A arquitetura pedagógica da nossa instituição não é estática; ela é um convite ao pensamento crítico e à exploração sensorial, estruturada sob quatro dimensões fundamentais:

· Autonomia e Acessibilidade Cognitiva: A organização dos materiais segue o princípio da livre escolha. Ao dispor recursos ao alcance das mãos e em suportes visivelmente organizados, promovemos a autorregulação e a independência. A criança deixa de ser uma espectadora das decisões do adulto para se tornar gestora de seu próprio percurso investigativo, aprendendo a selecionar, utilizar e cuidar dos elementos que compõem seu cenário de aprendizagem.

· Intencionalidade e Estética Pedagógica: A beleza, neste contexto, não é meramente decorativa, mas uma ferramenta de acolhimento e valorização do olhar. Cada objeto é selecionado sob uma curadoria estratégica: o belo e o útil convergem para despertar a curiosidade. A organização do espaço comunica à criança que ela é importante e que aquele lugar foi preparado meticulosamente para recebê-la, elevando a qualidade das interações.

· Dinamismo e Ambiente Vivo: Diferente das salas de aula tradicionais e imutáveis, nossa organização é orgânica e mutável, nossas salas são referência, pois na Educação Infantil não damos aulas. O ambiente pulsa conforme o desenvolvimento das pesquisas do grupo. Se uma investigação sobre a natureza ganha profundidade, o espaço se transforma para oferecer novos suportes a essa busca. O ambiente, portanto, documenta e reflete o pensamento coletivo em constante evolução.

· Acolhimento e Bem-Estar: O espaço deve ressoar como um território de segurança e pertencimento. Através de uma iluminação adequada, zonas de conforto e elementos que remetam à identidade de cada criança, criamos um clima institucional de bem-estar. Uma criança que se sente segura em seu ambiente está emocionalmente disponível para o risco intelectual e para o aprendizado profundo.

4. A Prática: Do Conceito à Materialidade

Do conceito à materialidade. Assim a tradução desses fundamentos no cotidiano escolar se materializa através de escolhas metodológicas precisas:

  • Zonas de Investigação[11] (Cantos de Interesse): Microambientes delimitados — como ateliês de artes, áreas de construção e refúgios de leitura — que permitem o trabalho em pequenos grupos e a concentração profunda.

  • Elementos Não Estruturados[12]: A priorização de materiais naturais (madeira, pedras, sementes) e objetos de uso cotidiano que, por não possuírem uma função única ou pré-definida, potencializam o pensamento simbólico e a criatividade sem as barreiras dos brinquedos industrializados.

  • Design Biofílico[13] e Luz Natural: A valorização da iluminação solar e a integração de elementos da natureza não são apenas escolhas estéticas, mas necessidades biológicas que regulam o foco, reduzem o estresse e conectam a criança com os ciclos do mundo vivo.

Organizar o espaço é, em última análise, um ato de planejar as possibilidades de encontro — entre a criança e o objeto, entre pares e entre a curiosidade e o conhecimento.

5. O Desafio da Evolução Permanente

Fortalecidas pelas experiências de Reggio Emilia, compreendemos que o fazer pedagógico é uma construção contínua, em constante reformulação para a evolução. Daniela Lanzi e Annalisa Rabotti (2022, p. 148) provocam reflexões essenciais sobre este processo:

Quando o adulto projeta, se ocupa e se preocupa com os processos de socioconstrução do conhecimento. Esses processos são, principalmente, de natureza metacognitiva, isto é, formas de pensamentos reflexivos sobre o que está sendo feito. · Possibilidades de ativar um contexto de aprofundamento rigoroso, mas não rígido: não uma pesquisa de laboratório, mas uma observação ecológica em contextos sensíveis, em que as crianças e os adultos tiveram tempo para pensar, fazer experimentações, procurar, criar, entender, construir significados. [...] · Encontros de grupo para identificar e focalizar possíveis relançamentos: os desenvolvimentos da experiência se abrem para reflexões sobre novos contextos que possam consentir a criança e adultos o avanço nos aprendizados. [...] Um desafio vencedor, em que “a complexidade da tentativa nunca colocou em subjeção ou paralisou o trabalho das crianças (e dos adultos): aliás, quanto mais aumentava o desafio, mas as crianças (e os adultos) aumentavam a sua persistência, entre momentos de séria concentração e momentos de pensamentos que brincavam em comum alegria.” (Loris Malaguzzi)

Nesse caminho, as perguntas são mais valiosas que as respostas prontas. Elas nos tiram da zona de conforto e nos impedem de cair na armadilha das "receitas" pedagógicas. Sobre isso, Diane Rollo nos alerta:

Certamente não poderíamos tomar a abordagem de Reggio Emilia, criada há mais de 30 anos em uma outra cultura, e simplesmente replicá-la nos Estados Unidos. Contudo, nossas reflexões e nossas experiências em Reggio ajudaram-nos a focalizar sobre os conceitos de uma forma nova – beleza e ordem, as múltiplas linguagens das crianças, deixa de cuidar do relógio, escutar e observar como base para o ensino – que têm sido frequentemente esquecidos ou relegados a segundo plano em nossa sociedade e em nossas salas de aula. Se Reggio pelo menos ajuda-nos a voltar e a recordar o que é realmente importante para as crianças, então a abordagem já foi aplicada com sucesso. (RANKIN, Baji; CANNON, Nora; CORSARO, Pat; et al.; 2016, p. 261)

6. Considerações Finais: O Compromisso com a TransFormação Permanente

Na Escola Ateliê Baobá, a compreensão do ambiente como o Terceiro Educador transcende a teoria; ela constitui o cerne de nossa identidade pedagógica. Reconhecemos que a excelência educativa não é um destino estático, mas um horizonte em constante movimento, moldado pela singularidade de cada criança e pela bagagem técnico-afetiva de nosso corpo docente.

Assumimos o compromisso com uma formação contínua que não se limita ao acúmulo de informações, mas que se traduz em uma prática reflexiva e consciente. Ser educador, nesta perspectiva, é aceitar o desafio de habitar a impermanência: é a capacidade de observar com profundidade, planejar com intencionalidade e intervir com sensibilidade.

Nossos espaços não são apenas cenários de passagem; são territórios de vida, laboratórios de cidadania e palcos de descobertas onde as novas gerações aprendem a ler o mundo. Ao valorizarmos a inter-relação entre a família, as profissionais e o ambiente, consolidamos uma rede de apoio que sustenta o desenvolvimento integral da infância.

Que a transformação dos nossos espaços continue a ser o reflexo do nosso crescimento coletivo, garantindo que a escola permaneça sendo um lugar de encantamento, rigor intelectual e, acima de tudo, um espaço onde o futuro é cultivado com as mãos e o pensamento, no aqui e agora. A Educação pulsa em espaços que ensinam!

REFERÊNCIAS

GANDINI, Lella. Conectando-se por meio dos espaços de cuidado e de aprendizagem. In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella, FORMAN, George (Orgs). As cem linguagens da criança: A experiência de Reggio Emilia em transformação. Tradução de Marcelo de Abreu Almeida. Porto Alegre: Penso, 2016. p. 315-336. V.2.

LANZI, Daniela; RABOTTI, Annalisa. O complexo desafio da formação. In: MARIOTTI, Aparecida de Fátima Bosco Benevenuto; DODI, Fernanda. Mosaico de traços, palavras, matéria: Reggio Children e Escolas e Crecher da Infância de Reggio Emilia. Tradução: Thaís Bonini. Porto Alegre: Penso, 2022. p.146-148

RANKIN, Baji; CANNON, Nora; CORSARO, Pat; et al. Um outro modo de ver as coisas – ainda estamos apendendo. In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella, FORMAN, George (Orgs). As cem linguagens da criança: A experiência de Reggio Emilia em transformação. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre: Penso, 2016. p. 250-261. V.1.

Ateliê Baobá Escola de Educação Infantil. Projeto Político-pedagógico (2024-2027). São Leopoldo: EEIP Ateliê Baobá, 2024.

WEFFORT, Madalena Freire. A paixão de conhecer o mundo: relato de uma professora.18ª reimpressão. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.


[1] Alessandra Pereira Pedroso é Diretora Administrativa e Pedagógica desde 2023 da Ateliê Baobá Escola de Educação Infantil Ltda. Possui experiência na área da Educação há 17 anos. É Mestre em Educação (Unisinos – 2022), Especialista em Educação Socioambiental (FEEVALE – 2009) e Graduada em Pedagogia (Unisinos – 2006). Atuou como Assessora Técnica do Conselho Municipal de Educação de São Leopoldo (CME/SL de 2011 a 2024).

[2] Quanto aos princípios, estes norteiam o fazer pedagógico desde a chegada de cada criança na escola até o momento dela voltar com a família para o seu lar. Diante do exposto, a EEIP Ateliê Baobá organizou a sua estrutura interna e externa para se parecer o máximo possível com uma casa que tem quintal. O filósofo pós-estruturalista, Michel Foucault (2009), em seus estudos e análises expressa que há grandes semelhanças entre os espaços escolares e os espaços dos presídios, dos hospícios e dos hospitais. Em todos esses quatro espaços as estruturas e o cotidiano são marcados por formas de controle e punição, como por exemplo a existência do “panóptico” no centro dos prédios para total visão e controle dos corpos e mentes emparedadas cerceando movimentos e pensamentos.

E mais, hoje vivemos a superficialidade das ações, o desinteresse pelo conhecimento, bem como pelos livros e o aceleramento da vida. Situações causadas pelas tecnologias digitais (Michel DESMURGET, 2022). Para construirmos um outro caminho, a nossa proposta pedagógica atua com o desemparedamento, o brincar livre, as artes e a alimentação saudável e funcional como momentos interligados, enriquecidos pedagogicamente e prazerosos, para crianças e adultos. Esse conjunto de princípios proporciona o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional, social e cultural, enfim, proporciona a educação integral. (Ateliê Baobá, 2025, p.6-7)

[3] Educação Alimentar e Nutricional - https://www.gov.br/mds/pt-br/caisan/educacao-alimentar-e-nutricional

[4] Artes na Educação Infantil - https://www.feevale.br/Comum/midias/325d6200-a6f7-420b-8192-7f3fade7ee4d/A%20arte%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20infantil%20sua%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20para%20o%20desenvolvimento.pdf

[5] Brincar Livre e espontâneo - https://alana.org.br/glossario/brincar-livre-e-espontaneo/ e https://drive.google.com/file/d/18CWq1oEpIDrZlWUFCQsemMhzon2mYAm2/view

[6] Desemparedamento da Infância - https://alana.org.br/glossario/desemparedamento-da-infancia/

[7] Loris Malaguzzi (1920-1994) foi um renomado educador, psicólogo e pedagogo italiano, mundialmente reconhecido como o criador e principal idealizador da abordagem Reggio Emilia de educação infantil. Após a Segunda Guerra Mundial, ele revolucionou a forma de pensar a primeira infância, defendendo a criança como protagonista de seu próprio aprendizado. Ele via a criança como potente, curiosa e capaz de construir conhecimentos, em vez de ser apenas um receptor passivo de informações.

[8] Maria Montessori (1870–1952) foi uma médica, educadora e pedagoga italiana, pioneira na educação infantil e criadora do renomado Método Montessori. Ela revolucionou o ensino ao defender a autonomia, a liberdade dentro de limites e o aprendizado ativo, focado no respeito ao ritmo individual da criança.

[9] Utilizarei o nome completo do/a autor/autora ao ser referenciado/a pela primeira vez para dar visibilidade aos homens e às mulheres com quem dialogo. Estas são escolhas teórico-políticas e decorrem dos estudos e das discussões que o grupo de pesquisa do qual fiz parte realizam sobre questão de gênero.

[10] A Psicologia Ambiental é o campo da psicologia que estuda a inter-relação entre o comportamento humano e o ambiente físico e social. Ela investiga como o meio ambiente (construído ou natural) molda pensamentos, emoções e ações, e vice-versa. Essa disciplina busca promover o bem-estar ao otimizar a interação entre pessoas e seus arredores.

[11] Espaços na Educação Infantil - https://repositorio.ufms.br/jspui/handle/123456789/13078 e http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2318-19822025000100010

[12] Elemento Naturais - https://educandotudomuda.com.br/tag/elementos-naturais/

[13] O design biofílico é uma abordagem arquitetônica que integra elementos naturais aos espaços construídos para reconectar o ser humano à natureza. Ele utiliza luz natural, ventilação, materiais orgânicos (madeira, pedra) e plantas para reduzir estresse, aumentar a produtividade e melhorar o bem-estar físico e mental, sendo aplicável em residências e locais de trabalho. Pode diminuir a ansiedade em até 37% e aumenta a criatividade e produtividade no trabalho.